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“A família está dilacerada”, declara filha de mestre de capoeira morto com 12 facadas

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No início da tarde desta segunda-feira (8), a polícia apresentou no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Paulo Sérgio Ferreira Santana, de 36 anos, suspeito de matar com 12 facadas, Romualdo Rosário da Costa, conhecido como mestre de capoeira Moa do Katendê, nesta madrugada. A apresentação foi acompanhada por familiares, que conversaram com a reportagem do BNews, e falou sobre o comportamento do artista.

“Meu pai era tão calmo, era uma pessoa doce”, declarou Somonai Santos da Costa, filha da vítima. Ela disse não ter presenciado o crime e ficou sabendo do ocorrido pelo tio, que também foi esfaqueado no braço e segue internado. “Soube que ele chegou já falando palavrão, falando de Bolsonaro. Depois pegou meu pai na traição, pelas costas, não teve defesa”.

Somonai disse que a morte do pai causou tristeza em toda família. “A família está dilacerada. Acabou com a família. A família, os amigos, os mestres, os alunos, todo mundo está dilacerado. Ele descontruiu uma família. Acabou com o trabalho que meu pai fazia, que era valorizado por muita gente, por falar muito da negritude”, declarou.

O sepultamento será realizado na tarde desta segunda-feira, às 16h30, na Ordem 3ª de São Francisco, no Cemitério da Baixa de Quintas. Mestre Moa do Katendê deixou quatro filhos.

O crime
Além da morte, Paulo Sérgio ainda foi responsável por ferir o primo da vítima no braço, com a mesma faca usada para assassinar o mestre de capoeira. De acordo com informações obtidas pela polícia, o crime aconteceu após uma briga política. O suspeito teria chegado ao estabelecimento expressando ser eleitor do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), enquanto que as pessoas que estavam no bar diziam ser apoiadoras do PT.

Depois de uma discussão, Paulo Sérgio deixou o Bar do João e foi para casa, onde pegou uma faca, retornou e desferiu 12 golpes nas costas de Moa do Katende, que morreu no local. O primo da vítima fatal foi ferido ao tentar conter o agressor. Na confusão, o acusado também ficou ferido.

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