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Grupo usa ônibus para bloquear trânsito durante protesto em Nazaré

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Um grupo com mais de 50 jovens fechou o trânsito na manhã desta terça-feira (31) na Avenida Joana Angélica, em Nazaré, durante um protesto. Segundo os manifestantes, eles não estão conseguindo se alistar no exército e obter o certificado de reservista.

Para bloquear o trânsito, o grupo interceptou um ônibus e atravessou o coletivo na via, em frente à Junta de Serviço Militar de Salvador, do Comando da 6ª Região Militar, que funciona no prédio do Instituto de Previdência do Salvador. O fluxo de veículos ficou congestionado.

Equipes da 2ª Compahia Independente da Polícia Militar (CIPM/Barbalho) e do 18º Batalhão da Polícia Militar (BPM/Centro Histórico) estiveram no local, negociaram com os manifestantes e o trânsito foi liberado. Não houve vandalismo e nem prisões.

Segundo representantes da Junta, diariamente são distribuídas 150 fichas para atender a demanda de Salvador, mas muitos jovens que estão procurando o serviço são de outros municípios que estão se apresentando na capital para obter o documento com mais agilidade.

Ainda de acordo com a Junta, o prazo para alistamento é até 31 de dezembro, mas por demandas pessoais como matricula em faculdade, concursos ou emprego, os jovens precisam do documento nesta época do ano.

No entanto, os jovens e familiares que estão no local reclamam da demora no serviço e afirma que apenas cerca de 50 pessoas estão sendo atendidos diariamente. “A gente chega 2h30 ou 3h para conseguir essa ficha, falta ao trabalho, falta a faculdade e nada é resolvido. Corre risco aqui na frente e recebemos informações dos funcionários de que o sistema caiu ou as fichas acabaram. Sendo que só tem 50 pessoas que conseguiram entrar”, reclamou o repositor de peças Diego Freitas, de 21 anos.

Os representantes do Exército no local confirmaram ao CORREIO que o sistema estava fora do ar e que era comum as quedas no serviço. Ainda segundo os militares, nesta segunda-feira (30) o sistema ficou fora do ar e 125 pessoas foram atendidas. O atendimento das pessoas que pegaram a ficha e não conseguiram se alistar foi transferido para hoje, junto com a demanda do dia.

“Tem duas semanas que eu tenho tentado. Durante esse tempo eu não estava faltando aula, mas agora já começaram e sem isso eu não vou conseguir manter meus estudos, porque a faculdade cobra esse documento”, disse Wanderley Souza, 22, estudante de direito. De acordo com o rapaz, ele foi hostilizado por funcionário.

 

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