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Público LGBT irá contar com curso de defesa pessoal

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Pessoas em situação de vulnerabilidade poderão participar, a partir de 2017, de um curso de defesa pessoal promovido pela Guarda Municipal. A ação, restrita a mulheres vítimas de violência doméstica, será ampliada para outros públicos, como lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT).

A informação foi dada ao A TARDE pelo coordenador de ações de prevenção à violência da Guarda Municipal, André Rocha, que está à frente do curso. Neste segunda, 19, 50 mulheres vítimas de violência doméstica e atendidas pelo Centro de Referência Loreta Valadares receberam o certificado de conclusão.

Abrangência

“A proposta é ampliar para todo o público em situação de vulnerabilidade. Já tivemos um contato para poder estabelecer para o público LGBT que também precisa. Vamos para comunidades nos bairros, associações de moradores”, ressaltou Rocha.

A ação já foi realizada, a partir de um termo de cooperação técnica da Guarda com a Superintendência Municipal de Políticas para Mulheres (SPM), em 2013, 2014 e 2016. No total, 377 mulheres foram capacitadas.

A empresária Ana Cláudia Mendes, 40, foi ontem à sede do Loreta Valadares, nos Barris, para receber o certificado. Durante anos, ela foi vítima de agressões pelo ex-marido. “O curso foi muito proveitoso. Hoje, eu não apanho mais de nenhum homem. Eu sei me defender e prevenir”, contou.

O curso, segundo Rocha, tem dois aspectos que se complementam. Em um deles, são dadas dicas de segurança para o cotidiano. “Para que se tenha a expertise de como sair de casa, entrar e descer de um ônibus e de como carregar uma bolsa, de perceber o agressor se aproximando”, afirmou.

O outro é relacionado à defesa pessoal. “Ela faz com que a pessoa ganhe confiança, que reaja melhor frente às adversidades”, acrescentou. Rocha disse, ainda, que as técnicas são utilizadas em alguns setores da segurança pública do estado.

“Ela aprende a se desvencilhar de um ‘agarrão’ no braço, no pescoço. Consegue se defender de alguma coisa, mas o fator preponderante é ressocializar essas mulheres que, muitas vezes, não conseguem se aproximar da sociedade”, destacou Rocha.

Perfil

A superintendente de Políticas para Mulheres, Mônica Kalile, contou que o perfil das mulheres que procuram o curso é majoritariamente de mulheres negras, de baixa renda e de pouca escolaridade.

Nesta segunda, foi inaugurado um infocentro na sede do centro para cursos de inclusão digital para as mulheres. “O curso de defesa social é o mais procurado. Mas a grande defesa é quebrar o silêncio. Quando elas percebem que não é a luta marcial. Elas não vão entrar em luta corporal com o agressor, e sim evitar isso”, acrescentou a superintendente.

Em 2017, serão inaugurados, ainda, outros dois centros de referência para atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Um na região das Cajazeiras e outro no subúrbio ferroviário. A SPM ainda está procurando imóveis que possam atender às especificidades para implantação.

Com informações de A TARDE

 

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