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9 Décadas – Uma História

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Fazer 90 anos é o presente que cada ser humano, hoje na nossa atualidade, poderá receber. Na semana passada, minha vó, Clarinda Maria recebeu esse presente e junto com ela, nós – toda a sua família. E que presente! O que falar de 90 anos de vida vividos na luta e nos grandes episódios que a história brasileira e mundial passou. São flashbacks que ao sentar na sua cama e parar para escutar – mesmo sendo repetidas as histórias – vale muito a pena refletir o quanto pessoas como ela são guerreiras.

Tenho 22 anos e beiro os 23, tenho vivido e pensado muito bem o quanto já presenciei nessa vida. Pessoas que entraram e saíram da minha vida sem deixar qualquer marca – creio eu que foram somente “lixos” que deveriam ser varridos para os devidos lugares. Como também ganhei diversas outras pessoas que chegaram e estacionaram, acamparam e começaram a residir. Sabem de toda a minha história de vida e de toda construção que ao chegar nos meus 90 anos quero estar com elas para compartilhar toda a vitória. Com minha vó não foi diferente, o diferente é que hoje as amizades são as “atuais” e aquelas tão leais e que marcaram a vida dela, já não estão mais em nosso meio.

Por isso o presente principal que ganhamos no aniversário dela no dia 20 de novembro, é tê-la em nosso seio familiar. Mesmo com toda debilidade, quem a conhece sabe muito bem que a mente e toda a sua recordação de histórias, vitórias e lutas para sobreviver estão mais que lembradas, estão vivas e dariam um belo livro! Em 1928 quando minha vó nascia o Brasil passava por algumas mudanças e entre elas a criação da Polícia Rodoviária Federal e a eleição da primeira prefeita do Brasil. Ela viveu e presenciou a Segunda Guerra Mundial acontecer e sentiu na pele a dor de uma ditadura militar no nosso país.

Em suma, chegar aos 90 anos é sem sombra de dúvidas uma dádiva. Rogo ao transcendente que me dê essa oportunidade de um dia poder olhar para trás e ver o quanto vivi, o quanto tenho para contar de experiência e o quanto é possível viver bem e honestamente nesse legado e nessa empreitada chamada de vida. Feliz bodas de álamo, minha querida avó!

Por Mateus Mozart Dórea – Filósofo pelo destino – Graduando em Direito pela Universidade Católica do Salvador

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