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A Instabilidade Política da Monarquia e a Proclamação da República

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Em tempos de crise, o abalo em todas as esferas de uma administração acontece. Não foi o contrário com a Monarquia Imperial nos meados 1880 que por sua vez sofreu a maior crise governamental. O país estava mudando, as mudanças uma hora viriam e aos poucos foram sufocando o Império que mesmo desejando postergar seu governo, não daria conta. Era preciso uma forma de governar que acompanhasse a situação brasileira, que avençasse e que desse uma resposta aos anseios de toda a sua população.

Toda a classe média que era constituída por professores, estudantes, trabalhadores liberais etc estavam desacordados com o sistema imperial. As ideias liberais por sua vez foram surgindo e tomando os espaços e lacunas da sociedade brasileira, influenciando ou não, idealizando ou não, mas sim, criando uma onda de descontentamento generalizado. Os próprios militares e fazendeiros viam se ameaçados por não terem autonomia de poder frente ao seu legado econômico.

Como citado acima, as ideias liberais estavam se espalhando e com elas o movimento republicano nascia. Tomando força em todos os lugares, o movimento foi enfraquecendo o imperador e posteriormente a república seria proclamada. Em 15 de novembro de 1889, Marechal Deodoro da Fonseca reuniu as tropas no Rio de Janeiro e invadiram o ministério da defesa. A pressão foi tamanha que a República Brasileira nasceu fazendo assim a Família Real seguir para a Europa em 18 de novembro. Surgia aí um novo modelo de governar, um sistema em que o voto popular seria validado e o surgimento primaz da democracia brasileira.

Com tudo isso, resta-nos o respeito e a admiração pela luta do povo brasileiro de outrora para com a consolidação de uma democracia hoje. A história me faz mais forte e me faz ter esperança, mas, ao mesmo tempo, tenho medo. Medo da nossa geração covarde, que se curva e tudo aceita. Tenho medo de uma população que na sua maioria vive em um eterno “pão e circo”. Trago uma reflexão: será que a nossa população atual teria essa força de lutar e vencer “os grandes” ? É preciso vigilância, fiscalização e acima de tudo, coragem para “bater de frente” e dizer que temos sangue brasileiro e que sim, somos patriotas.

Por Mateus Mozart Dórea – Filósofo pelo Destino – Graduando em Direito pela Universidade Católica do Salvador.

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