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Cazuza não Iria Engolir o Fascismo – Quanta Saudade do “Caju”

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Estamos vivendo dias sombrios e de incertezas voltados ao cenário político-nacional. São várias as diversas vibrações de ódio, vingança e de poder. Uns querendo ser melhores que os outros, brigas em família, entre amigos e nas redes sociais. É preocupante o quanto um período eleitoral pode mexer com a população de um Estado e também por revelar a verdadeira identidade daqueles que sempre foram falsos moralistas e hipócritas.

Todo esse cenário me faz lembrar de uma personalidade que parece estar entre nós e que ainda grita. Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, faz falta! Sábado passado ao chegar para uma aula lá na Universidade Católica, me direcionei à cantina, sentado me alimentando e  lendo, observava ao meu redor. Escutava oriundo de longe uma conversa de quanto personalidades marcantes fazem falta no nosso Brasil para militar, lutar e dizer com a arte, com a música e dando a cara para bater: tortura jamais! Cazuza, Renato Russo, Raul Seixas, Jorge Amado e entre outros grandes nomes, fazem falta!

Tenho certeza que se vivo, Cazuza não iria engolir nada disso… resistência seria seu nome. A preocupação é que em cada personalidade brasileira sepultada como o “Caju”, sepultamos as lutas, as formas de resistir e de alertar que não somos idiotas, que somos mais amor e só queremos paz. Pego-me em devaneios imaginando “Caju” fazendo os atos políticos, cantando, dizendo a verdade e expressando a partir da arte o que muitos brasileiros covardemente tem medo de fazer e engolem tudo, vivendo ilhados por detrás de diversas máscaras das redes sociais e tecnologias.

Frases como: “Eu vejo o futuro repetir o passado”; “O meu prazer agora é risco de vida”; “O meu amor agora está perigoso. Mas não faz mal eu morro, mas eu morro amando”; São palavras de uma eterna personalidade que faz falta e que mesmo em memórias póstumas, grita aos brasileiros para não se curvarem ao discurso de ódio e de opressão às minorias, por questões sexuais, de gênero, religiosas, territoriais, culturais etc.

Em suma, sejamos conscientes no próximo domingo ao escolher o futuro do nosso país. Acredito que se estivesse vivo, Cazuza ao ver tudo isso, após ter lutado tanto, diria mais uma vez: “A gente aguenta como dá, sorri falso enquanto pode e finge que está bem enquanto consegue.”  Cuidado, senhores! O futuro do nosso país, das novas gerações e da nossa vida está em nossas mãos.

Por Mateus Mozart Dórea – Filósofo pelo destino. Graduando em Direito pela Universidade Católica do Salvador.

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