Home Colunistas Mateus Mozart Dórea Espero que a Alegria do Réveillon da Orla seja a Mesma Alegria do Réveillon da Periferia

Espero que a Alegria do Réveillon da Orla seja a Mesma Alegria do Réveillon da Periferia

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É chegado mais um fim de ano e com ele a reflexão dos 365 dias vividos vem à tona. Momento em que muitos param para pensar na vida, nas conquistas, tristezas e no que há de vir. Pensamentos positivos, reflexivos e de otimismo faz com que nos encontremos e nos abracemos emanando as boas energias de saúde e proteção. É na confraternização universal que a consumação familiar humana é concretizada. É o abraço apertado, o desejo mais sincero e o estar entre pessoas que nos ama de verdade que todo pessimismo vai embora nascendo assim a esperança por dias melhores para mim, para ti e para a nova geração que está aí e que está por nascer nesse mais novo ano que já bate a porta e diz: estou nascendo.

Ontem ao sair do trabalho fui até a faculdade ajustar algumas pendências da matrícula e ao sair da mesma me deparo com um bar e nele adentro tentando procurar a sós uma companhia entre eu e eu mesmo. Sento e peço uma cerveja, o céu estava lindo como naquele dia em Belém que recentemente nasceu um menino, o Salvador. No ar pairava todo sentimento de reflexão que tenho desde a noite de natal. Algo que já é inerente do meu ser. Fico olhando ao meu redor e poucas pessoas estão ali naquele bar. O som ao vivo guiado pelas cordas de um violão soa aos meus ouvidos e a música que toca é a brilhante “Te devoro” do querido Djavan. Na rua, o movimento é pouco, bem diferente dos dias habituais de aulas na Federação. Poucas pessoas transitam e entre elas um senhor aparentando 70 anos que devagar andava como meu pensamento andava naquele momento: devagar, refletindo.

Esse tempo nostálgico é muitas vezes sufocante, ali naquele bar escutando uma boa música e estando com meu melhor amigo: eu – pensei em tudo. Pensei nesse ano de tantas lutas, tantas alegrias, chegadas e tantas despedidas. Um ano que a cada um que passa parece que, exige mais esforço para vencermos e nesses últimos dias respirarmos fundo e agradecer. Sim, a palavra é gratidão. Gratidão pela vida, pelos estudos, pelo labor diário. Pelas pessoas que entraram e fizeram morada em nosso coração e pelas que mesmo tendo passado ligeiramente, não fomos como elas: amargas, sem sabor e ingratas. As verdadeiras pessoas permanecem conosco em qualquer tempestade. A família é a primeira – mesmo com todos os conflitos existenciais e típicos em companhia dos verdadeiros amigos – mesmo sendo poucos, mas sendo AMIGOS. Gratidão!

Em suma, levanto daquele bar com um propósito: ser mais paciente, ser mais compreensível e propagar com mais bravura a paz. Esse ano de 2019 me exige isso. Te exige isso! Só espero que, a humanidade possa no dia 31 se abraçar, emanar boas energias sem falso moralismo, sem falsidade amigável e sem ódio no peito. Espero que, tenhamos mais amor, mais compreensão, menos intolerância e mais inclusão social. Espero sinceramente que a alegria do réveillon da Orla seja a mesma alegria do réveillon da periferia e de quem não tem nem uma água para fazer de champagne. Como dizia a música de Djavan tocada naquele bar: “Eu quero mesmo é viver para esperar, esperar…” Até quando devo esperar findar mais um ano para sermos diferentes e mais humanos?

Por Mateus Mozart Dórea – Filósofo pelo Destino – Graduando em Direito pela Universidade Católica do Salvador.

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