Um ato solene foi promovido neste sábado, 1º, em reconhecimento à Festa de Iemanjá do Rio Vermelho como Patrimônio Cultural de Salvador. O evento aconteceu às 10h, na Colônia de Pescadores do Rio Vermelho. A partir de agora, a festa, que teve pedido de tombamento feito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), está escrita no “Livro do Registro Especial dos Eventos e Celebrações”.

“Declaro a todos os pescadores, devotos e pessoas que têm em seu coração a fé que Salvador é a capital da diversidade. Sabemos, como poucas cidades, conviver com as diferenças, respeitando a opinião e o sentimento de cada pessoa”, declarou o prefeito ACM Neto durante o evento. Ele pontuou que o sentimento da fé e opção religiosa deve ser respeitado, principalmente em um mundo onde se vê tantas guerras, conflitos e vidas se perdendo por conta de bandeiras religiosas.

“Aqui não! No nosso solo sagrado convivem todas as religiões, nós temos espaço para respeitar a fé de cada cidadão”, concluiu o prefeito.

“É muito especial, porque desde criança eu frequento essa festa. É uma festa que faz parte da minha vida, minha trajetória, sempre tive muito cuidado. A Lei de Patrimônio Municipal foi implementada em 2014 e foi importante para a gente preservar essas festas, que são a identidade de Salvador”, declarou o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro.

A equipe técnica da Diretoria de Patrimônio e Humanidades consultou os pescadores do Rio Vermelho, que também assinaram declaração de anuência quanto ao registro da festa de Iemanjá como Patrimônio Cultural do Município. O Registro Especial do Patrimônio Imaterial pela Prefeitura Municipal de Salvador, através da lei 8.550/2014, se constitui em ação de valorização e reconhecimento da Festa de Iemanjá do Rio Vermelho, que acontece desde os anos 20 do século passado, reforçando a fé no culto afro-brasileiro.

“A Festa de Iemanjá é a primeira que vai ser registrada. Isso, para mim, é importantíssimo, pois é a garantia de que essa festa vai ser mantida através dos tempos com suas tradições, porque a partir de agora a gente começa a desenvolver um Plano de Salvaguarda”, completou Fernando Guerreiro.

Segundo a Secom, o Plano de Salvaguarda é destinado a promover ações para que os saberes e fazeres ligados à manifestação sejam preservados e transmitidos. Ele será elaborado com os pescadores, responsáveis pelo presente de Iemanjá.

Um dos pescadores mais antigos do Rio Vermelho, com 54 anos de profissão e 78 de idade, o senhor Valdemiro Soares, conhecido como Seu Vavá, acompanha os festejos desde adolescente e comemorou o registro patrimonial. “Alguns pescadores não botavam fé, mas muitos dos nossos profissionais acreditaram. O registro é muito importante pra gente, que cuida do presente principal, e eu espero que daqui pra frente seja ainda melhor”, pontuou.

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