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Médico nega abandono de plantão na Santa Casa de Cachoeira: “Fui dispensado por telefone”

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Com atendimento médico suspenso na Santa Casa da Misericórdia de Cachoeira, desde a última quarta-feira (12), a população da cidade, situada a 110 quilômetros de Salvador, continua sem médico e sem hospital.

Entrevistado, o provedor da Santa Casa, Luiz Antônio Costa Araújo, explicou que o motivo da suspensão do atendimento seria a falta de médicos plantonistas, que teriam abandonado o plantão e estariam exigindo até 60% do pagamento antecipado.

O médico Emmanuel Costa, que trabalha no local há 35 anos, negou as acusações e, em carta aberta, enviada, disse que os honorários atrasados ainda não foram pagos pela instituição.

“A informação de abandono de serviço é uma inverdade, pois, nesse tempo, 35 anos, nunca faltei com minhas obrigações. Porém, mesmo em tempos de crise, me mantive solícito, sacrificando-me, dobrando plantões de até 86 horas, ou seja, 4 dias seguidos de trabalho para suprir faltas de colegas, que após acordo coletivo com a Santa Casa, decidimos que só voltaríamos ao serviço após pagamentos de honorários atrasados, bem como só iríamos trabalhar com o pagamento à vista dos plantões, com intuito de evitar novos atrasos”, explicou.

Segundo o médico, na última quinta-feira (06), ele se apresentou à coordenadora de enfermagem para o plantão, mas a coordenadora telefonou para o provedor, que teria mandado dispensar o médico, informando que novos profissionais de uma cooperativa viriam para assumir os plantões.

“Fui surpreendido com o descaso e desrespeito a mim, após diálogos e palavra empenhada da parte da do provedor, sendo que fui dispensado por telefone. Quero lembrar que, no passado, fatos similares aconteceram com atrasos de até de seis meses de salários dos médicos, gerando uma dívida que até os dias de hoje não foi quitada e que a Santa casa não apresenta solução”, criticou.

Lei a Carta Aberta enviada :

Venho agradecer a todas as expressões de apoio e gratidão dos pacientes e funcionários da Santa Casa de Misericórdia e comunidade de Cachoeira pelos 35 anos de trabalho e dedicação!

Quanto a informação de abandono de serviço é uma inverdade, pois, nesse tempo, 35 anos, nunca faltei com minhas obrigações. Porém, mesmo em tempos de crise, me mantive solícito, sacrificando-me, dobrando plantões de até 86 horas, ou seja, 4 dias seguidos de trabalho para suprir faltas de colegas, que após acordo coletivo com a Santa Casa, decidimos que só voltaríamos ao serviço após pagamentos de honorários atrasados, bem como só iríamos trabalhar com o pagamento à vista dos plantões, com intuito de evitar novos atrasos.

Como o acordo não foi cumprido em relação aos pagamentos em atraso, a categoria resolveu não mais dar plantões de 24h. Mesmo assim, no plantão do dia 6/6/2019, quinta-feira, me fiz presente e me apresentei à coordenadora de enfermagem para o plantão. A mesma, telefonou para o provedor e este mandou me dispensar com a justificativa de que viriam novos médicos de uma certa cooperativa para assumir os plantões. Sendo que tais médicos até a presente data não se apresentaram para os plantões.

Fui surpreendido com o descaso e desrespeito a mim, após diálogos e palavra empenhada da parte da do provedor, sendo que fui dispensado por telefone.

Quero lembrar que, no passado, fatos similares aconteceram com atrasos de até de seis meses de salários dos médicos, gerando uma dívida que até os dias de hoje não foi quitada e que a Santa Casa não apresenta solução. Nesse sentido, fica provado que o abandono não partiu da classe médico, no meu caso específico, fui dispensado por telefone.

Fica aqui o meu agradecimento pelos anos de convivência e serviços prestados e vou prosseguir servindo em outro local com zelo e compromisso ao meu juramento como médico e onde haja respeito ao profissional!

Agradeço a todos! Dr. Emmanuel Costa.

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