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Por quê?

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Se tem algo que o nosso país é detentor e dá inveja aos demais, se chama: a nossa Mata Atlântica. Somos ricos em fauna, flora, em biodiversidade que nenhum outro lugar do planeta pode oferecer melhor que o Brasil. Não é de agora que as lutas incansáveis pela preservação e conscientização surgem. Uma prova é a sanção de diversas medidas legais para que essa preservação possa se fazer valer e concretizar o resguardo do nosso maior bem. Um exemplo muito prático é a nossa Constituição Federal que a partir do artigo 225 vem dizer que todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

Frente ao exposto acima, essa semana um episódio nos pegou de surpresa e trouxe à tona uma preocupação que comoveu o mundo, menos algumas autoridades do nosso país. Comoveu artistas, comoveu países (os maiores interessados pela nossa riqueza), comoveu nós, menos algumas autoridades brasileiras. O assunto mais comentado na última quarta-feira no Twitter, foi a Amazônia. A crise que a afeta com queimadas generalizadas destroem as matas, destroem vidas dos animais que no seu habitat são atingidos de forma tão cruel por consequências humanas que só valorizará quando ver que, tudo foi em vão, pela ganância do lucro momentâneo que trouxe a morte com rapidez, não para as de hoje, mas para as nossas futuras gerações. Já profetizava Tom Jobim em sua canção Passarim: “[…] Passarim quis pousar, não deu, voou/ Porque o tiro partiu mas não pegou/ E o mato que é bom, o fogo queimou […].”

De janeiro a agosto desse ano, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que as queimadas dobraram frente ao mesmo período de 2018. Foram 53 mil focos de incêndios registrados no Norte do nosso país ao contrário dos 26,5 mil do ano passado. São Paulo na última segunda-feira pôde testemunhar tais dados quando viu o céu escurecer por volta das 15h. Aqui em Salvador era dia, mas na cidade de Sampa já era noite. A fumaça acompanhada da frente fria fizeram esse fenômeno ocorrer. Comoveu a cidade paulistana, menos algumas autoridades do Brasil.

A escuridão toma conta de São Paulo no meio da tarde, nesta segunda-feira, 19 de agosto. JORGE ARAÚJO

Em suma, fica difícil comover autoridades quando uma ideologia é a que predomina e não a força de governança. Encontrar um culpado é a forma mais rápida de sair “pela tangente” e dizer que está tudo bem, mas não está. Culpar ONGs, fake news e a esquerda por esse episódio, é vendar os olhos para a realidade e deixar que o verde da nossa bandeira mude de cor. É comover o mundo, menos algumas autoridades do Brasil. Por quê?

Por Mateus Mozart Dórea – Filósofo pelo Destino – Graduando em Direito pela Universidade Católica do Salvador.

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