Salvador, 470 anos

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Cidade de São Salvador da Bahia, terra de todos os Santos e toda a magia de um povo festeiro e que possuem uma energia incrível. Nesses 470 anos o cheiro do dendê anuncia que é dia de festa, é dia de ação de Graças, dia de comemorar. Quanta história, quantos anos de luta, bravura e marcos que fizeram e ajudou o Brasil na sua vida política, cultura e fomento aos avanços econômicos. Salvador consuma em ser o coração do Brasil, sem ser a cidade mais elétrica desse nosso país. Sabe por quê? Porque temos o axé dos nossos ancestrais primazes: os negros da resistência, a luta de mulheres como Maria Quitéria e a caridade tão grande de Irmã Dulce.

Há quem chame de Bahia, há quem a chame de Terra de Todos os Santos, há quem a chame de cidade da alegria. Salvador é sem sombra de dúvidas rica em tanta coisa, monumentos, espaços valorosos, terreiros tombados e símbolos que remetem toda a sua vitória perante anos, mas uma a faz sair na frente quando ouvimos a frase de Nizan Guanaes: “baiano não nasce, estreia.” E realmente, Salvador é presenteada nesse dia por personalidades que levam seu nome mundo a fora.

É preciso nesse dia lembrarmos não só os 470 anos dessa primeira capital do Brasil, mas sim, os 70 anos dos filhos de Gandhi, os 45 anos do Ilê Ayê e os 40 do Olodum. Ilustres personalidades que se esforçam ao máximo para manter a identidade baiana visível aos quatro cantos do mundo. É preciso nesse dia não só comemorar, mas sim, avaliar como estamos investindo, ajudando e participando da nossa defesa e divulgação de orgulho em ser baiano. A terra de Jorge Amado, Zelia Gatai, João Ubaldo Ribeiro, de Irmã Dulce, de Gregório de Matos, Castro Alves, dos ilustres juristas Rui Barbosa, Orlando Gomes e Teixeira de Freitas, dos mestres: bimba e pastinha, das bravas mulheres: Joana Angélica, Maria Quitéria e Maria Felipa, de Mãe menininha do Gantois e mãe Stella de Oxóssi, a terra de todos nós, sai na frente com mais de 470 motivos para dizer: somos o celeiro da cultura e da resistência.

Em suma, parabéns, cidade dos poetas! Parabéns, Terra de Todos os Santos! Eu te agradeço por ter me adotado há 5 anos. Agradeço por também estrear em seu interior e vir aos poucos aqui nessa terra onde Anchieta pisou e Raul Seixas gritou, poder falar com orgulho o que Jorge Amado um dia disse: ”Em todas as muitas que andei, eu a revi num detalhe de beleza. Nenhuma assim, tão densa e oleosa. Nenhuma assim para viver”. Gratidão, com joelhos no chão para Conceição da Praia, com flores para Yemanjá, com o axé e a paz de Oxalá, parabéns!

Por Mateus Mozart Dórea – Filósofo pelo destino – Graduando em Direito pela Universidade Católica do Salvador.

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