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Salvador torna-se um grande ‘canteiro’ com 11 obras pela cidade

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Onze obras da prefeitura de Salvador, localizadas em pontos da cidade em que circulam milhares de pessoas por dia, têm impactado na rotina do trânsito na capital baiana. Lentidão e engarrafamentos têm sido parte do dia a dia, assim como a mudança de trajeto em ruas e avenidas.

A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) solicita às pessoas que alterem o roteiro para evitar a área, principalmente nos horários de pico, e busque vias alternativas, como as avenidas Octávio Mangabeira ou a Mário Leal Ferreira (Bonocô).

BRT

A obra de requalificação da Av. São Cristóvão, além da pavimentação, prevê drenagem, requalificação do pavimento com piso intertravado, instalação de ciclovia na via central e LED. A expectativa é que a obra seja entregue em janeiro de 2020.

Na Cidade Baixa, as obras de requalificação estão presentes na rua Miguel Calmon, no Comércio, e na Av. Dendezeiros, no Bonfim.

Já a Av. ACM, na região do Shopping da Bahia, sofreu uma nova modificação no trânsito, desde ontem, devido às obras do BRT. Até janeiro de 2020 o tráfego da via principal, no sentido Av. Paralela, será desviado na altura do supermercado Sam’s Club. Quem vier da Avenida Juracy Magalhães precisará acessar a via marginal, voltando novamente à via principal logo após o Walmart. Já no sentido Lucaia, neste mesmo trecho, serão realizados pequenos desvios nas imediações do Lar Shopping.

Outras obras

“Temos vivido alguns transtornos. Esperamos que as obras depois de realizadas melhorem nossas vidas”, disse o ambulante Antônio Fonseca, que vende verduras em uma banca na Rua Miguel Calmon.

Além das obras na Av. São Cristóvão, na Av. ACM, na Av. Dendezeiros e Rua Miguel Calmon, intervenções estão sendo realizadas na Av. Juracy Magalhães, Av. Sete de Setembro, Av. Edgard Santos, Av. Oceânica, Rua da Paciência, Rua Cônego Pereira e Rua do Curuzu.

Na visão do urbanista e professor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Leonardo Polli, “Salvador virou um grande canteiro de obras”. Para ele, os transtornos são inevitáveis, mas poderiam ser amenizados com a estruturação de uma rede conjunta de planejamento entre o Estado e o Município.

“O Estatuto da Cidade pondera que qualquer intervenção deve contar com toda uma rede de participação, que envolva os diversos agentes e atores que produzem o espaço. Na ausência desta rede, os maiores prejudicados são os usuários da cidade”, disse o urbanista.

A Superintendência de Obras Públicas do Salvador (Sucop) informou que sempre planeja suas ações pensando em causar menor impacto possível no dia a dia da população soteropolitana.

A Transalvador comunicou que tem tentado minimizar os transtornos no cotidiano da população, buscando alternativas de tráfego para dispersar o fluxo, além de manter equipe nestes locais para organizar o tráfego, orientar e tirar dúvidas de condutores.

O jovem universitário Pedro Menezes, 22, morador de Lauro de Freitas, tem acordado mais cedo para chegar à faculdade, pois precisa passar pela Av. São Cristóvão, uma das principais vias de acesso ao aeroporto e Litoral Norte. A avenida, em obra desde fevereiro, está 50% concluída. “O trânsito fica travado. Estou acordando mais cedo para não atrasar e perder aula”, disse.

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