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Santa Dulce que Habita em Nós

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A canonização de Irmã Dulce é um fato de orgulho para todos nós baianos. Ter pertencimento nesse grande legado de amor, ser baiano, ser nordestino, ser brasileiro faz termos a certeza que sim, é possível alcançarmos virtudes que nos leve mais próximos ao transcendente. O último domingo foi emocionante, foi um dia único e parou a cidade do Vaticano. Nesse próximo domingo quem parará é Salvador! A gratidão soará pelos belos cantos, hinos, preces, agradecimentos e súplicas oriundos da arena Fonte Nova para toda a Bahia, para todo o Brasil.

Irmã Dulce em sua pequenez prova que podemos fazer coisas grandes quando olhamos para o próximo. É a prova viva que o egoísmo e o orgulho em nada acrescenta para nós seres humanos. O povo baiano carrega inerentemente em si esse dom da acolhida e da ajuda. É visível! É notável! É comprovado diariamente por cada canto dessa nossa Bahia. Quando ainda morava no interior, lembro muito bem de muitas pessoas que pediam ajudas em vários aspectos: alimentação, monetário, vestuário e etc. Na nossa casa sempre o pouco era partilhado. Na sua, caro leitor, tenho certeza que também sim! Naqueles pequenos gestos de solidariedade irmã Dulce habitava e habita em nós.

Ser Irmã Dulce é ser misericordioso como o Pai é misericordioso (Cf. Lc 6, 36). É ser uma luz a quem está na escuridão (Cf. Mt 5, 14). Ser Irmã Dulce é não deixar de ser verdadeiramente baiano: com um olhar de acolhida e de amor. É preciso pois colocarmos ainda mais em prática o coração de Irmã Dulce que habita em nós para assim fazermos uma sociedade mais igualitária e mais justa. É preciso gritar para todo o Brasil: Sim, é possível ser Irmã Dulce nos dias de hoje!

Em suma, o grande legado de amor está aí para todos verem. O maior milagre que ela poderia fazer se concretiza e se perpetua no atendimento a milhões de pessoas por ano. Irmã Dulce foi além e mostrou como faz política de inclusão social e de acolhimento. Que esse espírito de bondade e amor nos alcance e nos faça crer que sim, Irmã Dulce continua presente. Roga por todos nós, Santa Dulce dos Pobres!

Por Mateus Mozart Dórea – Filósofo pelo Destino – Graduando em Direito Pela Universidade Católica do Salvador.

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