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Usuários de droga invadem, saqueiam prédio da Unimed e levam medo ao Rio Vermelho

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Abandonado, o local é usado agora como ponto de consumo de drogas

A corrente usada para impedir a abertura dos portões de nada adianta. O muro de alvenaria não surte efeito. As câmeras instaladas de uma ponta a outra sequer intimidam os invasores. Abandonado, o prédio da rede Unimed no bairro do Rio Vermelho vem sendo depredado e usado como local de consumo de drogas por moradores de rua, aumentando, com isso, a sensação de insegurança dos moradores da Rua Aimorés.

O local funcionava antes como uma central de marcação de consulta. Hoje, o mato e a sujeira tomaram conta. Paredes de vidro foram quebradas. A fiação está exposta. Salas estão abarrotadas de cadeiras e mesas quebradas.

Do lado de fora, é possível ver alguns equipamentos como uma CPU, um computador e um monitor. Na área externa, a garagem abriga uma montanha de blocos de concreto. Ao fundo, um posto bancário do Santander também está ao relento.

“Como a gente pode ver, aqui é uma rua deserta até durante o dia. Vez ou outra, um morador é assaltado quando sai de casa por motoqueiros. A gente vive com medo. Como não se bastasse isso, ainda temos que lidar com usuários de drogas que vivem dentro do prédio abandonado. Isso são todos os dias à noite. Quem não está de carro tem que passar pela frente do prédio andando e alguém pode sair de lá de dentro e assaltar”, contou Ana Cláudia Paixão, 35 anos, funcionária de uma agência de viagens e moradora no local há 15 anos.

Ainda segundo moradores da Rua Aimorés, o prédio de número 27 está desativado há cinco anos, mas abandonado de fato desde fevereiro deste ano. “Era um local de marcação de consulta e estava em atividade por uns oito anos. Depois, até tinha segurança, mas tiraram em fevereiro, foi quando começaram a invadir”, disse a estudante de psicologia Clarice de Almeida, 25.

Elas disseram que os invasores já são conhecidos da polícia. “Há poucos dias a polícia passou e pegou cinco deles carregando cadeiras na rua. Os objetos tinham acabado de ser furtados do prédio. Dias depois, eles estavam novamente no prédio. Detalhe:  dois deles, um casal, já tinha sido detido pelo mesmo motivo outras vezes. A gente fica com medo. Podemos ser surpreendidos na rua com alguém saindo do prédio para nos roubar, afinal, sob efeito de drogas podem fazer qualquer coisa”, declarou a dona de casa Maria Angélica Prado, 40.

Segundo o porteiro Bernardo Soares Santos, 52, que trabalha num edifício perto do prédio abandonado, as invasões começam sempre depois as 18h.

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